Biodisponibilidade de Nutrientes

Quanto do que a pessoa ingere é absorvido e usado pelo organismo? É isso que indica o que é chamado de biodisponibilidade. Essa definição é importante, pois é sabido que nem tudo o que é ingerido é usado pelo corpo. Algumas substâncias podem interagir com outras e o seu uso acabar sendo diminuído. Como a […]

Quanto do que a pessoa ingere é absorvido e usado pelo organismo? É isso que indica o que é chamado de biodisponibilidade. Essa definição é importante, pois é sabido que nem tudo o que é ingerido é usado pelo corpo. Algumas substâncias podem interagir com outras e o seu uso acabar sendo diminuído.

Como a escolha dos alimentos interfere diretamente na biodisponibilidade dos nutrientes, é importante reconhecer cada um deles para poder escolher uma nutrição mais adequada para cada faixa etária, tendo em vista o que o indivíduo precisa comer para oferecer o que o organismo necessita para trabalhar bem.

Biodisponibilidade versus saúde

Para entender melhor a diferença entre o que é ingerido e a biodisponibilidade influenciada pela interação entre alimentos, o que acontece com as crianças é um bom exemplo. Um dos principais alimentos nessa fase da vida é o leite que é rico em cálcio. Quando ele é ingerido próximo ao horário no qual a criança come as fontes de ferro, a utilização do ferro pelo corpo da criança acaba sendo afetada e muitos ficam anêmicos.

Ao mesmo tempo, quando o ferro é ingerido junto de um alimento rico em vitamina C a sua biodisponibilidade é aumentada. Por isso, quando for oferecer à criança alimentos como carnes, vegetais verdes, beterraba e feijões, que são ricos em ferro, é preferível oferecer um suco de acerola, que é rica em vitamina C do que leite, que tem cálcio.

Sendo assim, podemos dizer que a biodisponibilidade de um nutriente depende de:

  • Interação nutricional: depende dos alimentos ingeridos juntos para saber se a absorção e utilização serão tão boas quanto o esperado;
  • Medicação: algumas medicações se ligam aos nutrientes diminuindo tanto a disponibilidade dele quanto a eficiência do fármaco. É o caso, por exemplo, das tetraciclinas que se ligam ao cálcio e, por isso, nunca devem ser ingeridas junto a fontes de cálcio.
  • Saúde: há problemas de saúde que interferem na absorção dos nutrientes, como é o caso de quadros clínicos com presença de diarreia como sintoma, que altera a quantidades de sódio e potássio;
  • Estado nutricional: uma pessoa anêmica tem transporte de nutrientes para o fígado prejudicado, ou seja, embora eles sejam absorvidos o organismo não consegue utilizá-los da melhor forma;
  • Fase da vida: em algumas fases da vida a necessidade de nutrientes é alterada e a biodisponibilidade diminui. É o caso, por exemplo, de gestantes ou lactantes que têm uma necessidade maior de nutrientes como o cálcio.
  • Vitamina C: a vitamina C diminui a absorção de cálcio. Já consumir fontes de vitamina C como laranja, limão, acerola, tomate junto a fontes de ferro como carnes e fontes de selênio como alimentos integrais é positivo, pois em conjunto com a vitamina C a absorção de cálcio e selênio é aumentada.
  • Tanino: essa substancia está presente no chá-mate diminui a biodisponibilidade das proteínas, do ferro, zinco e cobre.
  • Lactose: o açúcar do leite melhora a absorção do cálcio.
  • Gordura: presente nos alimentos melhora a absorção do ferro e das vitaminas A e D.

Conheça diferentes tipos de interações

Para garantir uma melhor biodisponibilidade é necessário sempre ficar atento a estas interações, tanto as que diminuem a absorção, quanto as que aumentam. Através disso, é possível combinar os alimentos de uma melhor maneira e garantir o maior aproveitamento dos nutrientes disponíveis, contribuindo para a saúde e bom funcionamento do organismo.

Você está combinando bem seus alimentos? Gostou das informações? Então compartilhe sua opinião através dos comentários!

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