O que são transtornos alimentares?

Os transtornos alimentares são distúrbios muito graves relacionados com comportamentos alimentares constantes que impactam negativamente a saúde e as emoções, afetando importantes áreas da vida. A maioria dos transtornos alimentares se concentra na obsessão em diminuir, manter ou no medo de ganhar peso, levando a comportamentos alimentares extremos. Estes, podem afetar significativamente o consumo e […]

Os transtornos alimentares são distúrbios muito graves relacionados com comportamentos alimentares constantes que impactam negativamente a saúde e as emoções, afetando importantes áreas da vida.

A maioria dos transtornos alimentares se concentra na obsessão em diminuir, manter ou no medo de ganhar peso, levando a comportamentos alimentares extremos. Estes, podem afetar significativamente o consumo e absorção adequados de nutrientes.

Os distúrbios alimentares podem prejudicar os sistemas imunológico, endócrino, cardiovascular, gastrointestinal, bem como o sistema nervoso central. A reparação de tecidos, reabsorção óssea, regulação de hormônios, entre outras reações fisiológicas podem ficar prejudicadas por causa da alteração no comportamento alimentar.

Afetam com mais frequência adolescentes e jovens adultos, porém crianças entre 10 e 13 anos também podem desenvolver transtornos alimentares. Mulheres são a maioria, chegando a 90% dos casos.

Quais são os transtornos alimentares mais comuns?

Anorexia Nervosa

A anorexia ou anorexia nervosa é um distúrbio alimentar caracterizado pela magreza obsessiva, diminuição drástica do consumo de alimentos e preocupação constante em engordar. Até 15% dos casos exigem internação ou podem levar à morte, devido ao grau de desnutrição e alteração metabólica que o indivíduo chega. A maior parte dos que desenvolvem anorexia é menina na fase de criança e adolescência, cuja percepção corporal é extremamente alterada, gerando a característica psicológica desse distúrbio.

Bulimia Nervosa

Transtorno alimentar característico de mulheres jovens e adolescentes, com prevalência de 1,1% a 4,2% entre o segundo grupo. Caracteriza-se por episódios de compulsão alimentar, nos quais se ingere grande quantidade de calorias seguidos de métodos compensatórios para controlar o ganho de peso, tais como indução de vômito, uso de laxantes e diuréticos, jejuns frequentes e prolongados, exercícios em excesso, etc. Nos casos mais graves, a pessoa chega a vomitar de 15 a 20 vezes no dia, causando desidratação, distúrbio hidroeletrolítico e desnutrição.

Compulsão alimentar

O transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) apresenta os episódios de compulsão alimentar, mas não utiliza as medidas compensatórias extremas utilizadas por indivíduos com bulimia nervosa para evitar o ganho de peso. Por isso, indivíduos compulsivos com alimentos costumam ser obesos e chega a afetar 2% da população em geral. Por ter fundo psicológico, pessoas obesas com TCAP respondem mal ao tratamento com reeducação alimentar. Muitas vezes é necessário utilizar medicamentos associados com terapia para controlar os episódios compulsivos.

Picacismo

O Picacismo ou Pica é a ingestão persistente de substâncias não nutritivas, que não fazem parte de uma alimentação normal. O indivíduo passa a se alimentar com compostos considerados “anormais” culturalmente, como terra, cabelo, barro, cinzas de cigarro, chegando até mesmo a ingerir fezes de animais. Por não conter os nutrientes que precisa para viver com saúde, a pessoa pode ter várias complicações clínicas, como intoxicações ocasionais ou alterações no intestino, dependendo da substância ingerida.

Transtorno de ruminação

São episódios de regurgitação (ou “remastigação”) repetidos que não são explicados pela medicina comum. As complicações médicas decorrentes desse distúrbio são: desidratação, desequilíbrio hidroeletrolítico e desnutrição, consequente perda de peso, podendo levar à morte.

Quais as causas dos transtornos alimentares?

A causa dos distúrbios alimentares é desconhecida, uma vez que cada transtorno tem sua característica particular, mas alguns fatores podem ser semelhantes, tais como:

Genético: Algumas pessoas podem apresentar genes que aumentam o risco de desenvolver transtornos alimentares. Pessoas com parentes de primeiro grau (irmãos ou pais) que já apresentaram algum distúrbio podem ser mais propensas a desenvolvê-lo também.

Saúde psicológica e emocional: Pessoas com distúrbios alimentares podem ter problemas psicológicos e emocionais que contribuem para a desordem, tais como baixa autoestima, comportamento impulsivo e relacionamentos problemáticos.

Sociais: Em nossa sociedade, ter sucesso e saúde significa ser magro. A pressão social, bem como a necessidade de aceitação em grupos, faz com que as pessoas busquem um tipo de corpo que não é o ideal para si, muitas vezes perdendo a saúde ao invés de ganhá-la.

Quais os tratamentos possíveis?

Embora todos tenham fundo psicológico, os transtornos alimentares devem ser tratados individualmente, levando-se em conta cada caso. Psicólogos, médicos psiquiatras, nutricionistas e assistentes sociais formam uma equipe multidisciplinar que traçará a melhor estratégia para a recuperação nutricional e psicológica do paciente. Em alguns casos são necessárias internações a fim de recuperar o estado de saúde.

O profissional de saúde envolvido com o tratamento de transtornos alimentares deve estar familiarizado com as diretrizes clínicas referentes à infância e adolescência – maior público desses distúrbios, infelizmente. O diagnóstico precoce e uma abordagem terapêutica adequada dos transtornos alimentares são fundamentais para o manejo clínico e o prognóstico destas condições.

Você considera que a mídia influencia no desenvolvimento de transtornos alimentares em pessoas cada vez mais jovens?  Deixe sua opinião!

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